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quarta-feira, 25 de março de 2015

Vereadores de Ipatinga levantam suspeitas com cursos de capacitação em cidades turísticas


Câmara de Ipatinga, no Vale do Aço, gastou cerca de R$ 400 mil no ano passado para custear viagens de 14 parlamentares que foram fazer cursos de capacitação em cidades turísticas

Todas as cidades onde os vereadores foram se capacitar têm forte apelo turístico: Fortaleza e Natal, no Nordeste, com suas belas praias, e Foz do Iguaçu, no Sul do país, com as cataratas que encantam visitantes do mundo inteiro

Se os cursos de capacitação forem garantia de um Legislativo atuante, a população de Ipatinga, no Vale do Aço, não tem do que reclamar. Somente no ano passado, 14 dos 19 vereadores participaram de pelo menos quatro cursos dessa espécie em locais paradisíacos como Maceió (AL), Natal (RN), Foz do Iguaçu (PR) e Aracaju (SE), entre outros. E tamanha foi a dedicação dos parlamentares que alguns deles optaram por passar até mesmo o período do Natal e do réveillon – de 25 a 31 de dezembro – dentro da sala de aula. Nesse caso, o local foi Fortaleza, um dos mais belos cartões-postais do país. Tudo isso, no entanto, teve um custo alto para os contribuintes. Somente entre março a dezembro, os representantes do Legislativo municipal consumiram cerca de R$ 400 mil em diárias e passagens aéreas.
Foi justamente aquele que tinha a caneta na mão, o então presidente da Câmara, o vereador Werley Araújo, o Ley Trânsito (PSD), que liderou o ranking de viagens e gastos. Para ele, que fez nove viagens em 2014, foram pagos em diárias e passagens R$ 66,6 mil. O vereador é um dos que trocaram o descanso de fim de ano pelo curso na capital cearense. Ley Trânsito parece se preocupar tanto com sua especialização que entre 28 de outubro e 31 de dezembro passou apenas 29 dias na cidade do Vale do Aço.

Entre os dias 28 de outubro e 3 de novembro, Ley Trânsito fez um curso em Aracaju, apesar do feriado de finados, no dia 2. Sete dias depois, ele embarcou para Maceió, para um curso entre os dias 11 e 17 de novembro, com aula em pleno feriado da Proclamação da República, comemorado no dia 15. Depois que retornou a Ipatinga, foram apenas mais sete dias na cidade até um novo embarque, desta vez para João Pessoa (PB), entre 26 de novembro e 2 de dezembro, onde fez nova especialização. O retorno exigiu seis dias de Ley Trânsito em Ipatinga, até ele partir para Fortaleza, para estudar no período de 9 a 15 de dezembro. E, finalmente, nove dias depois, ele embarcou para a capital cearense novamente para o curso do fim de ano.


Sul

O segundo lugar no ranking das diárias e viagens é do vereador Rogério Oliveira, o Léo Escolar (PCdoB). Ele também se dedicou aos estudos e fez seis viagens de capacitação. Ao contrário do presidente da Câmara, no entanto, mesclou as viagens entre o Sul do país e o Nordeste. Léo Escolar esteve se capacitando em Fortaleza – campeã disparada como escolha de sede dos cursos – nos meses de março e dezembro, e em Aracaju (SE), em setembro. Mas ele aprimorou seus conhecimentos legislativos também em Foz do Iguaçu, em maio e dezembro, e em Curitiba, em julho. O gasto da Câmara com a capacitação do vereador foi de R$ 37,3 mil, ou seja, mais de cinco salários pagos aos políticos por mês, que é de R$ 7,2 mil.

Mais modesto, o vereador Ademir Dias (DEM) demonstrou clara preferência pelos estudos perto das Cataratas do Iguaçu. Ele fez pelo menos três capacitações em Foz – em abril, agosto e novembro –, além de uma de quatro dias na praiana cidade de Florianópolis (SC). No Nordeste, o destino dele foi Natal, entre 13 e 18 de maio, apenas. Com Ademir, foram sacados do cofre público da cidade R$ 28,9 mil. Cinco vereadores de Ipatinga não aderiram à onda do estudo fora de casa: Adelson Fernandes Silva (PSB), Lene Teixeira Souza Gonçalves (PT), Nilson Lucas Gonçalves (PMDB), Saulo Manoel (PT) e Sebastião Guedes (PT), atual presidente da Casa.

Investigação As capacitações são viabilizadas por meio do Instituto Capacitar, com sede em Belo Horizonte e de propriedade do advogado Clésio Drumond, candidato derrotado a um cadeira na Câmara Federal na última eleição. Ele também é dono da empresa CDC Turismo, que funciona no mesmo endereço do Capacitar, e fornece passagens para a Câmara de Ipatinga, conforme o portal da transparência do município. É inegável que Drumond, que atua como instrutor nos cursos, tem vasta experiência na área. Ele foi dono do extinto Instituto Nacional Municipalista (INM), que encerrou suas atividades em 2011. Entre 2009 e 2011, o INM foi alvo de investigações por gastos excessivos com diárias em municípios de Minas, Bahia, Rio Grande do Sul, Ceará, Espírito Santo, entre outros. Em Itabuna, o INM foi acusado ainda de venda de certificados falsos.

De acordo com o portal da transparência de Ipatinga, do cofre municipal foram desembolsados R$ 10,1 mil para o instituto de Drumond, por serviços prestados em março, maio, outubro e novembro. Apesar disso, o advogado diz que não mantém contratos com as câmaras ou com prefeituras. Os cursos são organizados toda a semana e oferecidos aos interessados, em geral, de uma mesma região. Assim, a decisão de participar é de cada político ou servidor municipal. Ele diz que os cursos oferecidos são de 20 horas e têm conteúdos variados como redação oficial, cerimonial, processo legislativo, Refis, diário oficial eletrônico, fundamentos da gestão pública, lei da transparência, entre outros.


O presidente da Câmara, Sebastião Guedes, disse que não iria falar sobre os gastos porque eles são de responsabilidade do seu antecessor e, até agora, não autorizou qualquer despesa com diárias e viagens. O ex-presidente Ley do Trânsito também foi procurado, por meio da Assessoria de Comunicação da Casa, que disse que não o localizou. Em nota, a assessoria informou que não foi possível responder ontem às perguntas do Estado de Minas  sobre os gastos com as viagens pois elas necessitam de uma pesquisa. “Mas reiteramos nosso compromisso em responder a cada questão levantada. Acreditamos que amanhã (hoje) teremos condição de enviar uma nota abordando cada questionamento”, afirmou.


Show do Kiss muda de local e passa para o Mineirinho


Apresentação que seria no Independência teve que trocar de lugar por conta da agenda de jogos do estádio
O show da banda norte-americana Kiss em Belo Horizonte mudou de local. A apresentação, que seria realizada no Estádio Independência, passa agora para o Mineirinho. A data e horário do evento continuam as mesmas.

De acordo com a organização do show, a mudança aconteceu por conta de "contratempos em relação à logística e à incompatibilidade com a grade dos campeonatos de futebol em andamento". À princípio, o Independência receberia o jogo Atlético e Colo Colo, no dia 22 de abril, um dia antes da apresentação. Apesar de a partida ter sido mudada para o Mineirão, a organização precisa de ter o estádio disponível por dez dias para a montagem e desmontagem dos equipamentos e, por conta de outros jogos, o local se tornou inviável.

A banda Kiss se apresenta em Belo Horizonte no dia 23 de abril, uma quinta-feira, às 19h. Os ingressos custam de R$100 a R$600.

Kiss 40 anos
Data: 23 de abril (quinta-feira)
Horário do show: 19h
Local: Mineirinho - Estádio Jornalista Felipe Drummond. Av. Antônio Abrahão Caram, 1000, bairro São Luis - BH/MG
Classificação etária: 16 anos (menores de 16 anos somente acompanhados dos pais ou responsáveis legais)
Ingressos:
Cadeira superior/Arquibancada: 1° Lote: R$ 200 (inteira) / R$ 100 (meia)
Cadeiras especiais/Cadeira e pista: 1° Lote: R$300 (inteira) / R$150 (meia)
Pista: 1º lote: R$400 (inteira) / R$200 (meia)
Pista Premium: 1º lote: R$600 (inteira) / R$300 (meia)

Obs: Todos os portões/setores são acessíveis para Portadores de Necessidades Especiais (PNE)

Três municípios querem se desligar da Copasa e assumir abastecimento de água


Montes Claros, Pará de Minas e Santa Luzia reúnem queixas de falta de investimentos em fornecimento de água e baixo tratamento do esgoto

Enquanto a Copasa finaliza as medidas de restrição ao consumo de água nos municípios afetados pela crise de abastecimento, como sobretaxa, rodízio e racionamento, três grandes cidades querem se desligar da empresa e assumir o fornecimento de recursos hídricos e tratamento de esgoto. No total, Montes Claros, no Norte do estado, Pará de Minas, no Centro-Oeste, e Santa Luzia, na região metropolitana, reúnem quase 700 mil habitantes, com muitas queixas de falta de investimentos em fornecimento de água e baixo tratamento do esgoto.

A Copasa afirma que os contratos preparados pelos municípios determinam a utilização da estrutura montada pela empresa sem qualquer compensação, o que será levado à Justiça e pode inviabilizar as contratações. E ainda exigir que as companhias que vencerem as licitações tenham de fazer contratos com a Copasa para operar suas redes de adutoras, estações e esgotamento.

O caso que mais chama a atenção é o de Pará de Minas, onde vários bairros já enfrentara falhas de fornecimento que duraram até oito dias seguidos este ano. Segurando baldes ou empurrando carrinhos de mão carregados de recipientes vazios, parte da população dos bairros mais altos precisa enfrentar filas para receber água de caminhões-pipa. A situação já levou as pessoas a fechar ruas em protesto, chegando até a depredar a unidade da Copasa.

Segundo a prefeitura, um contrato de parceria-público-privada (PPP) já foi assinado entre a administração municipal e a empresa Águas de Pará de Minas S/A, com duração de 35 anos e valor de R$ 230 milhões. Entre as obrigações da empresa estão a construção de nova captação no Rio Paraopeba, com extensão de 28 quilômetros para sanar a falta de água nos sistemas antigos dos ribeirões dos Paiva e Paciência.

A Copasa não se pronunciou sobre o assunto, mas em mensagem endereçada aos seus acionistas, informou que recorrerá à Justiça para não ter prejuízos com o uso de seus ativos na cidade. A prefeitura alega que já existe decisão no Superior Tribunal de Justiça em favor da municipalização dessas estruturas.

Em Montes Claros, um edital para a concessão foi preparado no fim do ano passado e a licitação deverá ser aberta nos próximos dias. Entre as reclamações da prefeitura que levarão à não renovação com a Copasa e a considerar ilegal o contrato firmado em 1998 com a companhia estão o baixo índice de tratamento de esgoto, em cerca de 70%, e a falta de acesso a água potável a 30 mil moradores no município. A prefeitura reclama ainda da qualidade da água fornecida pela companhia, que tem alto teor de calcário e, por isso, um gosto forte e desagradável em alguns locais. Com o contrato, a PPP garantiria universalização do abastecimento e do tratamento de esgotos e investimentos de R$ 400 milhões.

O tratamento de esgoto, que atualmente atende a 40% da população, representa a principal reclamação da Prefeitura de Santa Luzia contra os serviços da Copasa. No início deste ano, a administração municipal preparou um plano municipal de saneamento que, de acordo com o secretário de Meio Ambiente, Deusdedith Aguiar, deverá servir de base para um edital de contratação dos serviços de água e esgoto.


“O primeiro objetivo é conseguir tratar 90% dos esgotos até 2019. Será uma contribuição importante para a melhoria da qualidade do Rio das Velhas, que recebem nossos esgotos e os da Grande BH”, destaca. O edital está sob análise jurídica, mas deverá ser aberto ao mercado nos próximos dias, na modalidade de PPP.Três municípios querem se desligar da Copasa e assumir abastecimento de água

Montes Claros, Pará de Minas e Santa Luzia reúnem queixas de falta de investimentos em fornecimento de água e baixo tratamento do esgoto

Enquanto a Copasa finaliza as medidas de restrição ao consumo de água nos municípios afetados pela crise de abastecimento, como sobretaxa, rodízio e racionamento, três grandes cidades querem se desligar da empresa e assumir o fornecimento de recursos hídricos e tratamento de esgoto. No total, Montes Claros, no Norte do estado, Pará de Minas, no Centro-Oeste, e Santa Luzia, na região metropolitana, reúnem quase 700 mil habitantes, com muitas queixas de falta de investimentos em fornecimento de água e baixo tratamento do esgoto.

A Copasa afirma que os contratos preparados pelos municípios determinam a utilização da estrutura montada pela empresa sem qualquer compensação, o que será levado à Justiça e pode inviabilizar as contratações. E ainda exigir que as companhias que vencerem as licitações tenham de fazer contratos com a Copasa para operar suas redes de adutoras, estações e esgotamento.

O caso que mais chama a atenção é o de Pará de Minas, onde vários bairros já enfrentara falhas de fornecimento que duraram até oito dias seguidos este ano. Segurando baldes ou empurrando carrinhos de mão carregados de recipientes vazios, parte da população dos bairros mais altos precisa enfrentar filas para receber água de caminhões-pipa. A situação já levou as pessoas a fechar ruas em protesto, chegando até a depredar a unidade da Copasa.

Segundo a prefeitura, um contrato de parceria-público-privada (PPP) já foi assinado entre a administração municipal e a empresa Águas de Pará de Minas S/A, com duração de 35 anos e valor de R$ 230 milhões. Entre as obrigações da empresa estão a construção de nova captação no Rio Paraopeba, com extensão de 28 quilômetros para sanar a falta de água nos sistemas antigos dos ribeirões dos Paiva e Paciência.

A Copasa não se pronunciou sobre o assunto, mas em mensagem endereçada aos seus acionistas, informou que recorrerá à Justiça para não ter prejuízos com o uso de seus ativos na cidade. A prefeitura alega que já existe decisão no Superior Tribunal de Justiça em favor da municipalização dessas estruturas.

Em Montes Claros, um edital para a concessão foi preparado no fim do ano passado e a licitação deverá ser aberta nos próximos dias. Entre as reclamações da prefeitura que levarão à não renovação com a Copasa e a considerar ilegal o contrato firmado em 1998 com a companhia estão o baixo índice de tratamento de esgoto, em cerca de 70%, e a falta de acesso a água potável a 30 mil moradores no município. A prefeitura reclama ainda da qualidade da água fornecida pela companhia, que tem alto teor de calcário e, por isso, um gosto forte e desagradável em alguns locais. Com o contrato, a PPP garantiria universalização do abastecimento e do tratamento de esgotos e investimentos de R$ 400 milhões.

O tratamento de esgoto, que atualmente atende a 40% da população, representa a principal reclamação da Prefeitura de Santa Luzia contra os serviços da Copasa. No início deste ano, a administração municipal preparou um plano municipal de saneamento que, de acordo com o secretário de Meio Ambiente, Deusdedith Aguiar, deverá servir de base para um edital de contratação dos serviços de água e esgoto.

“O primeiro objetivo é conseguir tratar 90% dos esgotos até 2019. Será uma contribuição importante para a melhoria da qualidade do Rio das Velhas, que recebem nossos esgotos e os da Grande BH”, destaca. O edital está sob análise jurídica, mas deverá ser aberto ao mercado nos próximos dias, na modalidade de PPP.

Senado começa investigação do HSBC com 130 correntistas


A comissão terá 180 dias para tentar avançar na apuração de eventual sonegação fiscal praticada pelos correntistas brasileiros com suporte do banco

Brasília - A CPI do HSBC instalada nessa terça-feira, 24, no Senado terá como ponto de partida a investigação de cerca de 130 pessoas que constam na lista de correntistas "secretos" de uma agência do banco em Genebra, compilada por um ex-funcionário e revelada por um consórcio internacional de jornalistas.

A comissão terá 180 dias para tentar avançar na apuração de eventual sonegação fiscal praticada pelos correntistas brasileiros com suporte do banco. Há suspeita de que mais de U$ 100 bilhões foram ocultados de órgãos fiscais de mais de 100 países.

Entre os correntistas há cerca de 8 mil brasileiros, que tinham, numa estimativa preliminar, mais de R$ 7 bilhões ocultados do Fisco.

"Vamos começar os trabalhos a partir da lista. Neste momento, ainda é difícil saber onde vai dar. A lista pode aumentar. Podemos também ter informações além do HSBC. Em princípio, não é proibido ter conta no exterior, mas tem de ter lastro e ter declarado", afirmou o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Ele foi escolhido ontem para ser o relator da CPI do HSBC.

A escolha dele teve resistência por parte da bancada do PT em razão de o peemedebista ter um perfil mais "independente" dentro da base aliada. "Fiquei sabendo disso. Mas vou conduzir com muito equilíbrio e firmeza", ressaltou Ferraço.

'Espetáculo'

Na sessão dessa terça-feira, também foi escolhido para presidir a CPI o senador Paulo Rocha (PT-PA). Absolvido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão em 2012, o petista assumiu o posto com o discurso de que o colegiado não será palco de "espetáculo".


"Tem de haver um equilíbrio nesse processo para não se transformar em um grande espetáculo, que pode ter condenações antecipadas", afirmou Rocha. "Tenho essa responsabilidade, até porque já vivi esse momento pessoalmente. Não quero que aconteça com prejulgamentos, que criem injustiças e atrapalhem a vida das pessoas."Senado começa investigação do HSBC com 130 correntistas

A comissão terá 180 dias para tentar avançar na apuração de eventual sonegação fiscal praticada pelos correntistas brasileiros com suporte do banco

Brasília - A CPI do HSBC instalada nessa terça-feira, 24, no Senado terá como ponto de partida a investigação de cerca de 130 pessoas que constam na lista de correntistas "secretos" de uma agência do banco em Genebra, compilada por um ex-funcionário e revelada por um consórcio internacional de jornalistas.

A comissão terá 180 dias para tentar avançar na apuração de eventual sonegação fiscal praticada pelos correntistas brasileiros com suporte do banco. Há suspeita de que mais de U$ 100 bilhões foram ocultados de órgãos fiscais de mais de 100 países.

Entre os correntistas há cerca de 8 mil brasileiros, que tinham, numa estimativa preliminar, mais de R$ 7 bilhões ocultados do Fisco.

"Vamos começar os trabalhos a partir da lista. Neste momento, ainda é difícil saber onde vai dar. A lista pode aumentar. Podemos também ter informações além do HSBC. Em princípio, não é proibido ter conta no exterior, mas tem de ter lastro e ter declarado", afirmou o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Ele foi escolhido ontem para ser o relator da CPI do HSBC.

A escolha dele teve resistência por parte da bancada do PT em razão de o peemedebista ter um perfil mais "independente" dentro da base aliada. "Fiquei sabendo disso. Mas vou conduzir com muito equilíbrio e firmeza", ressaltou Ferraço.

'Espetáculo'

Na sessão dessa terça-feira, também foi escolhido para presidir a CPI o senador Paulo Rocha (PT-PA). Absolvido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão em 2012, o petista assumiu o posto com o discurso de que o colegiado não será palco de "espetáculo".

"Tem de haver um equilíbrio nesse processo para não se transformar em um grande espetáculo, que pode ter condenações antecipadas", afirmou Rocha. "Tenho essa responsabilidade, até porque já vivi esse momento pessoalmente. Não quero que aconteça com prejulgamentos, que criem injustiças e atrapalhem a vida das pessoas."

Está na hora de criar o 'menos ministérios', afirma Renan


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou a criticar as medidas econômicas do governo Dilma Rousseff nesta terça-feira, 24. Nem a base aliada, da qual o PMDB também faz parte, foi poupada. "O momento é difícil, o momento é grave. Só os alheados divergem da magnitude desse diagnóstico", disse, em alusão aos parlamentares que saem em defesa da administração federal. Segundo ele, está na hora de diminuir o tamanho do Estado. "Se nós aplaudimos o Mais Médicos, está na hora do 'menos ministérios'", afirmou.

Renan criticou o excesso de cargos comissionados, indicações políticas e o "aparelhamento" Estado. "Nada mais justo, em tempo de sacrifícios para a sociedade, que o governo dê o exemplo", completou. Desde a semana passada, após os protestos contra o governo, lideranças do PMDB começaram a defender uma reforma administrativa. A estratégia é melhorar a imagem do partido e tentar se dissociar da disputa por cargos.

Renan pediu humildade para que as dificuldades sejam reconhecidas. "O problema é complexo e não será resolvido como resultado de uma única equação ou de uma visão simplista", avaliou. Na opinião dele, o pacote de ajuste fiscal dificilmente será aprovado como foi enviado ao Parlamento, já que "é recusado pelo conjunto da sociedade e o Legislativo é a caixa de ressonância da sociedade".

Segundo Renan, o trâmite das medidas provisórias (MPs) que mudam regras trabalhistas e previdenciárias será semelhante ao que ocorreu com o reajuste na tabela do Imposto de Renda (IR): com negociação. O presidente do Congresso fez uma série de críticas à gestão federal.

"O fim da desoneração, como quer o governo, será um colapso no aumento da produtividade e do emprego no Brasil", afirmou. "O ajuste é necessário, mas não pode ser um fim em si mesmo", destacou. Renan criticou ainda o que chamou que ajuste "meramente aumentando impostos e tomando poder de compra da população".


As afirmações foram feitas em evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), onde Renan recebeu a Agenda Legislativa da Indústria, documento com sugestões do setor para permitir melhorias no ambiente de negócios. De acordo com o presidente do Senado, uma negociação foi iniciada para que a Casa e a Câmara definam uma pauta expressa que priorize as "urgências nacionais" na economia.

Dilma assina MP do salário mínimo que estabelece modelo atual até 2019

Segundo a presidente a medida "não tira nada de ninguém"

Depois de assinar Medida Provisória que trata da política de salário mínimo de 2016 a 2019, a presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira, 24, que o Palácio do Planalto não está "atropelando nada nem ninguém". A MP mantém a atual política para a área, de combinação da recomposição da inflação do ano anterior mais uma taxa de aumento real equivalente ao crescimento do PIB de dois anos antes.
O Planalto costurou um acordo com o PMDB e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que resultou na retirada da pauta de votações de um projeto que estendia até 2019 a política de reajuste do salário mínimo. Isso poderia dar o mesmo gatilho de reajuste para todo o regime geral da Previdência.

"Temos no dia 1º de maio, daqui a um mês, nós temos o Dia do Trabalhador. Tradicionalmente foi sempre o Executivo que enviou as Medidas Provisórias de valorização do salário mínimo. Essa não foi a primeira vez que fizemos, é a segunda que eu assino", disse Dilma a jornalistas, depois de participar de solenidade de assinatura da MP, no Palácio do Planalto.

"Então o que temos certeza é que essa Medida Provisória tem urgência e tem toda a justificativa para ser enviada. Sempre fizemos isso. Não há nada de diferente. Não estamos atropelando nada, nem ninguém. Estamos exercendo uma coisa que é característica do governo: o direito de iniciativa em algo que gera despesas", comentou a presidente, destacando que o acordo foi acertado com a base aliada.

Casos de câncer por mutação genética, como o de Angelina Jolie, são raros

 A atriz americana, que já havia retirado as mamas, se sujeitou a uma nova operação, desta vez, de eliminação do ovário, também para prevenção de câncer

A atriz norte-americana Angelina Jolie anunciou nesta terça-feira, dia 24 de março, que se submeteu a mais uma cirurgia preventiva contra o câncer. Desta vez, a cineasta retirou os ovários e as trompas de falópio. Há dois anos ela já havia passado por uma mastectomia (retirada da região interna da mama), que também fora feita de forma preventiva. Por meio de um artigo publicado no jornal New York Times, a atriz explica que recorreu ao procedimento porque tem uma mutação no gene BRCA 1 que representa um risco de 87% de desenvolver câncer de mama e 50% de sofrer câncer de ovário.

No artigo intitulado Angelina Jolie Pitt: Diary of a Surgery (Angelina Jolie Pitt: Diário de uma Cirurgia, na tradução livre), ela comenta a decisão. "Eu estava planejando isso há algum tempo. É uma cirurgia menos complexa do que a mastectomia, mas seus efeitos são mais graves. Ela coloca a mulher na menopausa forçada. Então, eu estava me preparando fisicamente e emocionalmente, discutindo as opções com os médicos, pesquisando medicina alternativa, e mapeando os meus hormônios para substituição de estrogênio ou progesterona", conta.

Angelina foi tratada pela mesma médica que cuidou de sua mãe, que morreu de câncer no ovário. "Sei que meus filhos nunca terão que dizer: 'mamãe morreu de câncer de ovário'. Agora, estou na menopausa. Não serei capaz de ter mais filhos, e espero algumas mudanças físicas. Mas, eu me sinto à vontade com o que virá, não porque eu sou forte, mas porque esta é uma parte da vida. Não é nada a ser temido", completa a atriz, mãe de seis filhos, três biológicos e três adotivos.

Palavra de especialista

O fato de ter um histórico de câncer na família não significa que as pessoas devam procurar um médico para a retirada de órgãos que possam ser afetados pela doença. O oncologista Alexandre Pieri Chiari, da clínica Oncomed, explica que o caso de Angelina Jolie é uma exceção. "Uma pequena fração da população possui mutação dos genes BRCA 1 e BRCA 2. A Angelina representa essa parte da população, por isso, ela se submeteu ao procedimento de risco. A retirada das mamas, trompas e ovários vão reduzir muito a chance de ela ter câncer. Entretanto, a população precisa saber que o caso de Jolie é uma exceção, e não, uma regra", explica o especialista.
Todo ser humano possui os genes BRCA 1 e BRCA 2, cuja função é impedir o surgimento de tumores por meio da reparação de moléculas de DNA danificadas. Quando um desses genes sofre mutação, ele perde essa capacidade protetora e deixa a pessoa mais suscetível ao aparecimento de tumores malignos como câncer de mama, de ovário e de próstata.


Estima-se que apenas 0,1% da população possua os genes BRCA 1 ou BRCA 2 modificados. Portanto, Alexandre Chiari não recomenda que as pessoas saiam pesquisando o gene indiscriminadamente. "A existência de câncer em um familiar não pressupõe que você tenha essa mutação genética. É recomendado fazer um aconselhamento genético quando um parente de primeiro grau possui diagnóstico de câncer antes dos 50 anos de idade", ressalta o oncologista.